A proposta de o município de Londrina assumir a duplicação da PR-445 entre a cidade e Mauá da Serra é apenas mais uma forma de viabilidade de execução dessas obras, afirmou o prefeito Alexandre Kireeff (PSD), autor da sugestão. "Seria a terceira via: a primeira seria o Estado executar sem concessões, a segunda, por meio de concessões. A terceira seríamos nós fazer a duplicação e explorarmos esse trecho como forma de pagar o empréstimo", disse o prefeito.
De acordo com os estudos preliminares feitos por sua equipe, o retorno nos 25 anos de exploração chegaria a R$ 700 milhões. "Por isso não vale a tese de que o dinheiro emprestado deveria ser investido dentro do município. Se eu tomar o financiamento e sair fazendo obras, teria de pegar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto Sobre Serviço (ISS) para pagar por isso. Essa solução apresentada vem junto com a receita adicional", justificou.
Para Kireeff, se o modelo para duplicação for a implantação de uma praça de pedágio, não há motivos para o município não assumir. Segundo ele, a administração estatal das rodovias pedagiadas é o modelo adotado antes do processo de terceirização. "Era assim na rodovia Castelo Branco. Isso não é uma novidade", exemplificou.
Para o prefeito, a "terceira via" proposta é uma forma de buscar caminhos para que a obra saia do papel. "Eu também não gosto de pedágio, mas estou assumindo o desgaste desse debate porque é fundamental para o desenvolvimento de Londrina e do Paraná todo", disse. (L.F.W.)

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