Tensão não põe em risco acordo entre PT e PMDB
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segunda-feira, 23 de dezembro de 2002
Agência Estado 
Brasília - Apesar da forte tensão existente hoje entre o PT e o PMDB por causa do veto do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, aos nomes que os peemedebistas ofereceram para o Ministério do futuro governo, o acordo feito entre os dois partidos para a eleição das mesas diretoras da Câmara e do Senado ainda não corre perigo.
''Mesmo com as injúrias que o PT vem cometendo a meu respeito (por ter divulgado a informação de que Geddel queria manter seu pai, Afrísio Vieira Lima, à frente da Companhia Docas da Bahia), acho que acordo é acordo e nós vamos apoiar a eleição do deputado João Paulo Cunha (SP, líder do PT) para a presidência da Câmara'', disse o líder do PMDB, Geddel Vieira Lima (BA).
O acordo foi feito há cerca de dois meses. O PT, que elegeu 91 deputados e tem a maior bancada da Câmara, fará o presidente da Casa. O PMDB, que terá 21 senadores no ano que vem, ficará com a presidência do Senado. Na Câmara, a bancada do PT optou por João Paulo. No Senado, dois nomes disputam a indicação pela bancada do PMDB: o líder do partido, Renan Calheiros (AL), e o ex-presidente José Sarney (AP). Por fora, à espera de um desgaste dos dois, corre o senador Ramez Tebet (MS), atual presidente do Senado.
João Paulo já está em campanha para assumir a presidência da Câmara a partir de fevereiro de 2003, quando tem início a próxima legislatura e o mandato de dois anos do presidente. Na quinta-feira ele deu início à sua campanha. ''Quero construir na Câmara uma Mesa que represente o resultado das urnas'', afirma o deputado.


