Tensão marca solenidade de posse
Brasília - Os militares atenderam ao pedido dos comandantes das Forças Armadas e compareceram ontem em peso à solenidade de posse do vice-presidente José Alencar como ministro da Defesa. Pela formalidade e pelo clima tenso, o evento em nada lembrou as cerimônias do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, muitas vezes marcadas pela improvisação. Mais de uma centena de militares assistiram à posse no Palácio do Planalto. Muitos chegaram em vans das Forças Armadas, que se acumulavam no estacionamento da sede do governo federal. Pelo menos 20 ministros e sete governadores estavam entre os civis no salão nobre do Planalto.
Mas os discursos de José Viegas, do vice-presidente Alencar e do presidente Lula acabaram não empolgando o deputado federal Jair Bolsonaro (PTB-RJ), que é militar, e o ministro Amir Lando (Previdência). Os dois cochilaram durante o evento. O ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) chegou a falar ao celular.
Viegas e o comandante do Exército, Francisco Albuquerque, trocaram cumprimentos secos depois da posse. Antes de entregar sua carta de demissão, Viegas pediu ao presidente Lula que Albuquerque fosse demitido em razão da nota do Exército divulgada em meados do mês passado em resposta à divulgação de fotos de um homem nu atribuídas ao jornalista Vladimir Herzog, morto em 1975 no DOI-Codi em São Paulo.
Alencar passou quase 30 minutos cumprimentando parte das cerca de 500 pessoas presentes à posse. Mais de dez deputados do baixo clero aglomeravam-se para tirar uma foto ao lado do novo ministro. (Folhapress)





