Tensão afeta CPI do Banestado
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de março de 2004
Agência Folha 
Brasília - O clima de tensão entre governo e oposição tomou conta ontem da CPI Mista do Banestado. Tucanos e pefelistas se uniram para questionar os métodos do relator, deputado José Mentor (PT-SP), e acusar o governo de tentar usar a comissão para abafar a crise política desencadeada pelo caso Waldomiro Diniz. Em represália, o petista usou de expedientes regimentais para recorrer à Mesa do Senado contra a aprovação, pela comissão, da quebra do sigilo bancário do ex-controlador da Transbrasil Antonio Celso Cipriani, empresário ligado a amigos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Também funcionou como catalisador da crise a reconvocação para depoimento à CPI do ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco. Mentor, autor do requerimento, disse que o economista precisava esclarecer dois procedimentos ocorridos sob seu comando: 1) A concessão, em 1996, de autorizações a cinco bancos para operar contas CC-5 (para não-residentes) em condições especiais; 2) Uma ''operação casada'' na qual o BC teria investido US$ 840 milhões das reservas nacionais no BBV (Banco Bilbao Vizcaya) em 1998. Em nota divulgada anteontem, Franco informou que o BBV propôs o investimento do BC como contrapartida à compra do Excel.


