Curitiba - Em 2008, o uso da verba indenizatória pelos três senadores que representam o Paraná ficou abaixo do teto permitido de R$ 180 mil anuais. Quem mais gastou foi Flávio Arns (PT), que entre fevereiro e dezembro teve R$ 165.613,11 em gastos. Osmar Dias (PDT) ficou em segundo, com R$ 152.144,05 e seu irmão, Alvaro Dias (PSDB) em terceiro com R$ 116.287,62.
O tucano argumentou que o valor gasto reflete sua posição política quanto ao assunto. ''Tenho constrangimento em gastar.'' Na sua opinião, não há mecanismo que satisfaça totalmente a transparência desse tipo de despesa, nesse caso a melhor saída seria extinguir totalmente a verba indenizatória, sem criar com isso nenhuma outra condição. Ele diz que muitas vezes não pede ressarcimento dos seus gastos pelo perigo de gerar suspeitas. No ano passado, em apenas três meses ele requisitou o ressarcimento das despesas com divulgação da atividade parlamentar. ''Não pedi durante o ano porque havia eleição municipal.''
No entendimento de Alvaro, não existe disposição política para acabar com a verba.
Osmar considerou como ''irrelevante'' esta questão. Segundo ele, a verba indenizatória existe porque o salário seria insuficiente para arcar com as despesas do exercício do mandato. Na sua avaliação, caso a verba fosse extinta esses custos passariam a ser cobertos por entidades representantes de interesses privados, o que poderia comprometer a isenção dos parlamentares em defender os interesses públicos. ''Se o mandato do senador não vale quinze mil é difícil falar em democracia.''
Na opinião do pedetista, o uso da verba indenizatória permite mais transparência aos gastos públicos, já que é possível a qualquer cidadão acompanhar pela internet quanto cada parlamentar gastou. No caso de pesarem suspeitas sobre esse processo, elas poderiam ser elucidadas com uma consulta à prestação de contas que é feita ao Senado. ''Não dá pra colocar nota (fiscal) por nota na internet.''
Flávio Arns não foi localizado pela reportagem.

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