São Paulo - O novo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, indicou ontem que não irá aceitar pressões do PMDB para nomear indicados do partido para as principais áreas do ministério. Em entrevista após a transmissão de cargo ontem, Temporão afirmou que ouvirá o partido, mas que a decisão sobre as indicações será dele.
''Eu sou todo ouvidos, vou ouvir todo mundo, só que a decisão será minha'', afirmou. Ele observou que se o PMDB quiser ter influência nas nomeações terá que indicar nomes que tenham especialização na área, experiência administrativa na vida pública e vida lisa (sem denúncias) na administração pública. ''Por que o partido se recusaria a indicar nomes técnicos? Não entendo.''
O presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), defendeu que as indicações sejam de técnicos, desde de que filiados ao partido. ''A indicação política é para o ministério, mas as indicações para cargos têm que ser escolhidas entre técnicos, naturalmente técnicos peemedebistas'', afirmou. ''Que bom que seja assim, o ministro é ele. Imagina se ele é ministro e os outros é que decidem os cargos. Todos têm que dizer isso, se não disserem são incompetentes.''
A direção da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) é um dos cargos mais cobiçados pelo PMDB. A bancada do partido no Senado trabalha para indicar o senador Maguito Vilela para a vaga, em substituição a Paulo Lustosa. O assunto será discutido hoje na bancada da Câmara. Segundo a reportagem apurou o PMDB não deve cobrar a substituição na Anvisa - presidida por Dirceu Raposo de Mello - mas vai querer dois cargos de comando no ministério, ainda não especificados.

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