Tempo para os proporcionais é insignificante
Os candidatos proporcionais (a deputado federal e estadual) foram os maiores prejudicados no rateio dos tempos no rádio e na TV. Ao contrário de Lerner e de Requião, que têm respectivamente 8min56seg e 7min43seg, os cerca de 750 candidatos a deputado dispõem de minguados segundos para passar sua mensagem e sair do ostracismo.
Alguns estão abrindo mão do curto espaço. É o caso do líder do governo na Assembléia Legislativa, Valdir Rossoni (PTB). Candidato à reeleição, Rossoni anunciou ontem que não vai gravar. A minha campanha é no interior do Estado e pelo espaço oferecido não vale nem a pena, considerou o deputado, que se vai dedicar ao corpo-a-corpo.
A desistência de Rossoni aumentou a fatia dos candidatos da coligação de Lerner. Ricardo Chab (PTB) disse que os candidatos terão oito aparições de 27 segundos até o dia 1º de outubro na tevê e de 30 segundos no rádio. Mesmo assim, só mandraque (mágico) é que vai conseguir uma média de 4 mil votos em cada 30 segundos, considerou.
Na aliança do PT, a situação é mais crítica. Os candidatos a deputado estadual terão direito a apenas três aparições de 12 segundos, enquanto os federais terão seis de mesmo tempo. Ângelo Vanhoni informou que não vai fazer nenhum programa. O petista vai aproveitar seu tempo para colocar uma vinheta com o seu nome e número.
Os candidatos do PMDB já começaram a gravar seus programas. Cada ponta terá uma duração média de 30 segundos. Os postulantes que estão de olho nas vagas da Assembléia e Câmara ainda não foram informados de quantas vezes poderão aparecer no horário eleitoral gratuito. (L.D)





