O presidente Nacional do PMDB, Michel Temer (SP), divulgou ontem uma nota informando que a filiação do governador do Espírito Santo, José Ignácio (ex-PSDB), foi rejeitada pelo partido. A nota informa que a decisão foi tomada anteontem à noite em uma reunião informal da comissão executiva nacional do PMDB, na casa do presidente do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), em Brasília.
O governador do Espírito Santo é acusado de cobrança de propina e uso de caixa dois na campanha, entre outras denúncias. Com a recusa da filiação, o partido deve tentar reverter a saída do senador Gerson Camata (PMDB-ES) e da mulher dele, a deputada Rita Camata, que estavam insatisfeitos com a entrada do Ignácio no partido.
Com a decisão do PMDB, Ignácio está prestes a ficar isolado no poder. O PFL, partido que praticamente o sustenta no cargo, sinaliza com a possibilidade de tirar o apoio à base governista. A Executiva Nacional do partido decidiu ontem que quer a renúncia ou o impeachment do governador.
Ignácio declarou, por meio de seu porta-voz, José Nunes, que ''não vai renunciar de forma nenhuma''. Sobre a possibilidade da retirada do apoio do PFL, disse que vai esperar uma ''ocasião mais oportuna'' para dar declarações. Ignácio afirmou que continua no PMDB e ''espera uma decisão mais clara'' do diretório estadual para decidir se troca novamente de sigla. Em julho ele saiu do PSDB, que está sob intervenção.

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