O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), decidiu resumir a cinco pontos a agenda de debates proposta por um grupo de deputados para aproximar a sociedade do Parlamento. São elas: a regulamentação do plebiscito, a reforma política, a reforma do Poder Judiciário, normas gerais para a segurança pública e, em negociações com o Senado, a regulamentação das medidas provisórias.
‘‘Queremos mudar a imagem do Poder Legislativo’’, disse Michel Temer. ‘‘Vamos fazer um movimento institucional, liderado pelo presidente da Câmara’’, afirmou. ‘‘E, se queremos resultados, não podemos ter uma pauta muito extensa’’. Para Michel Temer, os cinco pontos vão preencher o espaço vazio que surgirá na Câmara logo depois da votação da reforma administrativa, em julho, e da reforma da Previdência, prevista para agosto e setembro.
O presidente da Câmara recebeu um grupo suprapartidário para jantar em sua residência, na terça-feira, justamente para acertar os pontos da negociação de uma agenda para 1997. As sugestões foram feitas às dezenas, desde a unidade do País, com repúdio a movimentos separatistas, a uma política de saúde totalmente descentralizada ou a um orçamento que é votado pela sociedade e não pelo Poder Legislativo. Temer preferiu patrocinar uma pauta pequena, ‘‘em condições de ser tocada’’.
O deputado disse que as críticas ao Legislativo atingiram um ponto muito forte e é preciso reagir. ‘‘Temos de acabar com a nossa tradição de ciclos históricos, que sempre resultam em rupturas’’, acrescentou. ‘‘Temos de pensar em uma democracia definitiva; hoje, o Poder Legislativo está muito enfraquecido’’.

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