Brasília - O presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), anunciou ontem que recorrerá, nos próximos dias, da decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Edson Vidigal, que suspendeu todos os efeitos da convenção nacional do partido, realizada no domingo. Temer explicou que os advogados do PMDB ainda analisam se entram com uma ação no Tribunal de Justiça (TJ) do Distrito Federal ou novamente no STJ. A guerra de liminares entre as alas oposicionista e governista do PMDB só deve ter fim em fevereiro, quando o Poder Judiciário volta do recesso que começa amanhã.
''Há ainda um longo percurso judicial. No recesso, há plantonistas e, por enquanto, não há uma decisão final sobre a matéria'', disse Temer.
Ele admitiu que, até o julgamento final da Justiça sobre a validade da convenção, as conversas políticas serão intensas. ''Há uma série de conversas políticas. Espero que tenhamos um acordo pela via política. Caso contrário, vamos para a disputa judicial'', completou o presidente do PMDB.
Para Temer, os ofícios enviados pela direção do PMDB à Justiça Eleitoral desfiliando cinco peemedebistas da sigla, que ocupam cargos federais, perderam, neste momento, a eficácia. ''Os tribunais regionais eleitorais vão examinar esses ofícios em face da decisão do STJ, que declarou que a convenção não foi válida. Mas pode ocorrer uma nova decisão da Justiça a qualquer momento e, portanto, essa matéria está sub judice'', afirmou o presidente do PMDB.
Terça-feira, Temer determinou o desligamento do partido dos ministros Eunício Oliveira (Comunicações), Amir Lando (Previdência) e dos presidentes do INSS, Carlos Bezerra, da Transpetro, Sérgio Machado, e dos Correios, João Henrique de Almeida Souza. ''Apenas encaminhei uma decisão da convenção'', argumentou o peemedebista.
A guerra de liminares entre as alas governista e oposicionista do PMDB começou na semana passada, às vésperas da convenção nacional do partido. Os governistas conseguiram uma liminar, na noite de sábado, dada pelo desembargador Asdrúbal Nascimento contra a realização da convenção. Mas, os oposicionistas conseguiram cassar essa liminar, no final da tarde de domingo.
Os peemebistas aliados ao Palácio do Planalto entraram, então, com uma reclamação no Superior Tribunal de Justiça (STJ). E terça-feira à noite, Vidigal derrubou a decisão do Tribunal de Justiça, revalidando a liminar dada pela suspensão da convenção.

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