Temer receberá alta na segunda-feira
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sábado, 28 de outubro de 2017
France Presse 
São Paulo - O presidente Michel Temer receberá alta na segunda-feira (30) depois de ter sido submetido a uma cirurgia em função de um hiperplasia (aumento) benigna da próstata, informou neste sábado a equipe médica que o acompanha. O procedimento foi realizado na noite de sexta-feira, no Hospital Sírio-Libanês de São Paulo, dois dias depois que o presidente foi internado em Brasília por causa de uma retenção na uretra.
"Clinicamente, ele está muito bem. Passou a noite em uma unidade de terapia semi-intensiva porque a cirurgia terminou tarde", informou o cardiologista Roberto Kalil Filho em coletiva de imprensa na capital paulista. "Está estável, não houve qualquer incidente. Agora está em um apartamento comum, e deve receber alta na segunda-feira", acrescentou.
Horas antes, a Presidência havia explicado em um comunicado que o presidente havia sido "submetido à desobstrução uretral através da ressecção da próstata".
Na quarta-feira passada, Temer teve de ser levado para o Hospital Militar de Brasília para ser submetido a um procedimento com "uma sonda vesical por vídeo", durante uma jornada de muita tensão porque a Câmara de Deputados votava se aceitava ou não o andamento de uma segunda denúncia penal contra o chefe de Estado. Temer deixou o centro médico militar nessa mesma noite, a tempo de celebrar que sua base aliada conseguiu bloquear o processo capaz de custar a ele a Presidência da República.
A saúde de Temer também foi alvo das manchetes no início de outubro, quando, durante um check-up médico, foi detectada uma obstrução arterial coronária leve. O cardiologista Kalil Filho se referiu a esse problema. "O cateterismo, que em teoria está previsto, vamos deixar para o futuro", afirmou. Na ocasião, a Presidência havia informado que Temer seria tratado com aspirina e dieta, que sua saúde era excelente e que não havia qualquer intervenção cirúrgica agendada.
Temer tem estado sob fogo cruzado. Desde que seu mandato começou, com o impeachment de sua companheira de chapa, Dilma Rousseff, em 2016, ele enfrentou um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral e duas acusações da Procuradoria-Geral por corrupção, por liderar uma associação criminosa e por tentar obstruir a Justiça. Convertido no primeiro presidente brasileiro em função a ser acusado de um crime comum, Temer conseguiu superar os três processos às custas de um forte desgaste que reduziu seu apoio popular a apenas 3%, o menor índice desde a volta da democracia ao País em 1984.


