Temer quer unir PMDB em torno do governo Dilma
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terça-feira, 02 de novembro de 2010
Anne Warth<BR> Agência Estado 
São Paulo - O vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB), disse ontem que vai tentar unir todo o PMDB em torno do governo da presidente eleita, Dilma Rousseff. Temer afirmou que a maior parte dos deputados federais e senadores eleitos pelo PMDB, nas eleições deste ano, está ao lado de Dilma e disse que, passado o período eleitoral, a sigla vai trabalhar para eliminar arestas regionais e reunir os seus integrantes em apoio ao próximo governo. ''O PMDB está unido. Hoje, temos uma unidade que chega a 92% e o objetivo é tentar alcançar os 100%'', afirmou.
Temer disse que a tentativa de unir o PMDB em torno de Dilma vai incluir o diretório paulista, liderado pelo ex-governador Orestes Quércia, que apoiou José Serra nessas eleições presidenciais. ''Seguramente, daqui a pouco'', disse, sem dar mais detalhes sobre como isso será feito. O peemedebista disse também que será um dos coordenadores da equipe de transição do governo, ao lado do ex-deputado Moreira Franco (PMDB).
''Seguramente eu participarei. O Moreira Franco tem participado, inclusive, da elaboração do programa de governo. E é possível que ele continue a participar. Isso é uma coisa que vamos examinar a partir de agora'', afirmou. ''Hoje é o primeiro dia. Seguramente vamos participar dessas reuniões, não tenho dúvida disso, mas ainda estamos no primeiro dia depois da vitória e temos de dar tempo ao tempo'', disse.
O vice-presidente evitou falar sobre a quantidade de ministros que o PMDB terá no governo de Dilma. ''Eu acho que fomos contemplados no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas, evidentemente, não digo que será do mesmo tamanho ou se será maior. Nesse momento, não tenho condições de dizer isso'', afirmou. Ele limitou-se a dizer que os novos ministros terão um perfil ''técnico-político'' e disse que só dará opinião sobre os nomes a serem ocupados no Ministério da Justiça e no Supremo Tribunal Federal (STF) se Dilma pedir a sua opinião. ''Quem escolhe será a presidente, se eu for chamado a dizer alguma coisa, eu direi. Mas a escolha, num regime presidencialista, é da presidente'', disse Temer, que é advogado e professor de Direito.


