Agência Estado
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PrantoTemer e Geddel (chorando): ACM, segundo Gama, ‘‘não consegue dizer duas palavras sem chorar’’Em resposta à visita do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), dos líderes do PMDB, Geddel Vieira Lima (BA), e do PT na Câmara, Marcelo Deda (SE), e dos deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Werner Wanderer (PFL-PR) e Benito Gama (PFL-BA), o presidente do Congresso, senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) pediu ontem a Temer que homenageasse o filho, o líder do governo na Câmara, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), com uma missa.
Temer concordou. A missa ainda será marcada. Antes, em Salvador, haverá a missa de sétimo dia da morte de Luís Eduardo, marcada para segunda-feira, e que deverá contar com os principais líderes políticos do País, entre eles o próprio Temer.
Todos os políticos que visitaram ACM disseram que ele continua totalmente abalado por causa da morte do filho. ‘‘Ele ainda não consegue dizer duas palavras sem chorar’’, contou Benito Gama, ex-líder do governo na Câmara.
ACM permaneceu ontem o dia todo em casa, em Salvador. Mesmo Temer, com quem divide o poder no Congresso, preferiu consultá-lo, antes de ir até a residência dele. Do Cemitário Campo Santo, onde estava ao lado de Lima, Deda, Alves e Wanderer, Temer telefonou para ACM para perguntar se poderia visitá-lo. O presidente do Congresso pediu 30 minutos para se ‘‘recompor’’, contaram os deputados.
Durante a visita, Temer e os acompanhantes só falaram sobre a amizade com Luís Eduardo. ACM recebeu ontem um telegrama de solidariedade do ex-presidente e ex-embaixador do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA) Itamar Franco (PMDB), com o qual tem muitas divergências. Itamar disse, no telegrama, enviado de Washington: ‘‘Como pai, envio-lhe o meu abraço comovido e solidário. Sempre tive um relacionamento cordial com o deputado Luís Eduardo Magalhães. Nesta hora triste, peço a Deus a sua bênção e o seu conforto para toda a sua família.’’
No Cemitério Campo Santo, onde o corpo de Luís Eduardo foi sepultado ao lado da cova da irmã Ana Lúcia, morta em 1986, muitas pessoas continuam a fazer visitas e a rezar pelo ex-líder do governo. Temer e os deputados que o acompanhavam foram até o túmulo para prestar homenagem. Eles compraram um buquê de flores e não uma coroa. Segundo Deda, foi o que imaginaram que Luís Eduardo gostaria de receber. ‘‘Ele não era adepto de badalações’’, afirmou Deda.
O Senado decidiu realizar sessão especial para prestar homenagens póstumas ao deputado federal Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA). Ontem foi aprovado um requerimento estabelecendo a realização da sessão solene, mas ainda não foi definida a data da homenagem. A decisão deverá ser tomada pelo presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). ‘‘Nós vamos consultar o Antônio Carlos para saber o momento mais adequado para esta homenagem’’, disse o presidente em exercício do Congresso Nacional, senador Geraldo Melo (PSDB-CE).
Segundo Melo, a idéia da sessão especial partiu dos senadores, que ensaiaram um volta ao Congresso ontem. Apesar da disposição para prestar um tributo ao deputado baiano, os senadores demonstraram também preocupação com o estado emocional do presidente do Congresso, muito abalado com a morte prematura do filho, e indicaram que o ideal seria delegar ao próprio Antônio Carlos a escolha do dia.
Os senadores questionaram a capacidade de reação do senador Antônio Carlos Magalhães e o que ele fará daqui para diante. Para eles, o presidente do Congresso deve dirigir sua dor para o cumprimento dos objetivos legados pelo filho, que vinha atuando diretamente na aprovação das reformas constitucionais.

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