Temer minimiza má imagem do Congresso
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP) disse ontem, em Curitiba, que vê com tristeza cívica os resultados da pesquisa Datafolha sobre a imagem que a população tem do Congresso Nacional. Na pesquisa, o Congresso foi avaliado como ruim ou péssimo por 44% dos entrevistados. O peemedebista participou ontem de um encontro na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).
O Legislativo é muito importante para o País. Estamos fazendo o possível na Câmara, destacou. Segundo ele, em maio e junho foram votados 96 projetos na Casa. A Câmara está trabalhando intensamente, disse.
Sobre as denúncias envolvendo o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), 74% dos entrevistados disseram que ele deve deixar o cargo. Para Temer, Sarney está fazendo o possível e tomou atitudes rápidas em relação às denúncias. Segundo ele, se o presidente do Senado saísse agora, nada acrescentaria. A Câmara não vai se meter na questão do Senado, disse.
Em uma tentativa de melhorar a imagem da Câmara, Temer anunciou ontem a implantação do ponto eletrônico na Casa até o final deste mês. Segundo ele, num primeiro momento, seriam quatro ou cinco setores da Câmara que teriam o ponto eletrônico. Ele não soube informar quais seriam os setores que passariam pela primeira etapa do novo ponto.
Ele comentou que, por enquanto, só conseguiu passar essa imagem de que os deputados federais estão trabalhando bastante na TV Câmara, mas tem feito pregações entre empresários e no meio universitário. Não me impressiono com estatísticas. O Legislativo é o poder mais sujeito a observações popula-res, destacou.
Reforma política
O presidente da Câmara ainda falou sobre projetos que deve apresentar na reforma política. Temer defende o estabelecimento do voto majoritário nas eleições para deputado federal. Para a bancada paranaense, por exemplo, seriam eleitos os 30 deputados federais mais votados eliminando-se o quociente eleitoral atualmente em vigor. Seria uma espécie de distritão.
Já na eleição para deputados estaduais e vereadores em municípios com mais de 100 mil habitantes haveria a distritalização do voto. Cada quatro ou cinco bairros seriam um distrito e elegeriam um vereador. No Estado, cada região elegeria um deputado estadual. Ele acredita que seja possível fazer a reforma para aplicar só nas eleições de 2012.


