Em rápida visita à Londrina durante a Expo 2011, o presidente da República em exercício, Michel Temer, garantiu que o Código Florestal será votado antes de junho, quando expira o decreto em vigência. ''Neste momento o Governo Federal visa obter a votação. E eu insisto pela conciliação'', defendeu, referindo-se às inúmeras discussões em torno do assunto que se arrastam há tempos.
Segundo Temer, na última reunião realizada semana passada, em que esteve presente com integrantes da comissão responsável pelo Código, ambientalistas e produtores, houve um grande avanço. ''Dois dos três pontos mais conflitantes foram resolvidos'', resumiu. Um deles seria sobre áreas de preservação permantente nas margens dos rios que, a princípio, seriam de 30 metros, mas estuda-se a diminuição para 15 metros de recuo. ''Ainda há uma certa dúvida, porém, essa questão está praticamente pacificada.''
Apesar disso, ainda há muita especulação sobre outras divergências. Com relação a elas, o presidente em exercício diz que serão resolvidas na votação com base na democracia. ''Não podemos atrasar a votação do Código porque há um ou dois pontos conflitantes. Quem decidirá é o próprio Plenário da Câmara dos Deputados. A maioria é quem decide''. rebateu.
O Código Florestal, de acordo com Temer, será a forma mais eficaz de legalizar as atividades rurais. ''O produtor foi vítima de uma série de fatores que o colocaram na ilegalidade. O que se quer agora é colocá-lo na legalidade e aplicar a nova legislação.''
Sobre as intenções da criação de um Código Florestal específico para o Paraná - sugerido pelo governo estadual caso as prioridades locais não sejam atendidas pelo projeto nacional -, Temer argumenta que isso não vai ser preciso. ''O ideal é que haja uma manifestação nacional sobre esse tema que virá por meio do Código Florestal'', completou o presidente.

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