Brasília - O PMDB iniciou ontem uma ofensiva para se contrapor ao PT e garantir espaço na elaboração do programa de governo da candidata Dilma Rousseff. Reeleito presidente nacional do PMDB, o deputado Michel Temer (SP) chamou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para barrar a consolidação do programa petista.
O motivo da pressa do presidente do PMDB em escalar o time que vai formular o plano foi a notícia de que o programa da candidata petista e ministra da Casa Civil já está pronto. Como o documento será discutido no Congresso do PT, que oficializará a candidatura Dilma no dia 18, em Brasília, Temer agiu para deixar claro que não aceitará ''prato feito''.
Em telefonema ao vice-presidente do PT e assessor do Planalto, Marco Aurélio Garcia, Temer avisou que seu partido também terá um plano de governo e que a aliança se dará a partir da fusão dos programas.
''O PT não vai impor nada; vamos trabalhar juntos'', disse Marco Aurélio a Temer, segundo o próprio deputado confidenciou a um interlocutor.
A articulação em torno do programa de governo do PMDB tem apoio do grupo de defende a candidatura própria na corrida sucessória e da ala que prefere uma aliança com o candidato tucano ao Planalto e governador de São Paulo, José Serra. ''Seja qual for o projeto de poder do partido, o PMDB precisará ter seu plano de governo'', explica Temer, defensor da parceria com o PT.

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