Temer enfrenta protesto em São Paulo e volta para Brasília
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quinta-feira, 21 de abril de 2016
Ricardo Leopoldo e Valmar Hupsel Filho<br>Agência Estado 
São Paulo - Cerca de 80 manifestantes do movimento Levante Popular da Juventude fizeram um ato ontem de manhã em frente à residência, em São Paulo, do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP). Observados por cerca de 25 seguranças da Vice-Presidência e 10 policiais militares, eles picharam "QG do Golpe" no chão em frente à casa. Espalharam cópias coloridas da capa da Constituição Federal, fotos do vice com a inscrição "Golpista" e cópias de notas de 100 dólares estampadas com a imagem do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Um dos manifestantes fez uma espécie de performance com a máscara de Michel Temer na qual simulou rasgar a Constituição. Os jovens cantavam palavras de ordem entre elas "Vazou áudio, vazou imagem, vaza Temer".
"Viemos aqui denunciar que Temer está fazendo uma conspiração e um golpe contra a democracia", afirmou Larissa Sampaio, coordenadora do movimento. "No fundo, se articulou nos bastidores um projeto de poder conservador do PMDB e PSDB que tem um fundo liberal que já conhecemos no passado e que pretende reinstalar no Brasil ações como privatização de empresas públicas e retirada dos direitos dos trabalhadores."
O movimento Levante Popular da Juventude programou fazer manifestações ontem em São Paulo e no Ceará. No cronograma de ações, eles pretendem, até 27 de abril, continuar fazendo manifestações nas principais na cidade do País.
Em seguida, dois caminhões e seis funcionários da empresa Inova apagaram com um jato de água a frase "QG do Golpe". A segurança de Temer colocou grades de metal ao redor da residência de Temer, no Alto de Pinheiros, para que a limpeza fosse feita e dois carros de polícia fecharam temporariamente o acesso à rua.
Mais tarde, por orientação da segurança da Presidência da República, conforme informou a assessoria do peemedebista em São Paulo, Temer deveria retornar a Brasília, onde é presidente interino, pois a presidente Dilma Rousseff foi a Nova York, devendo ali permanecer até domingo.


