Agência EstadoHora da verdadeTemer, ao lado de Antonio Carlos Magalhães, presidente do Senado: pagando promessasBRASÍLIA - A verba para o pagamento dos servidores de gabinete parlamentar deverá passar de R$ 10 mil para R$ 20 mil mensais a partir de março e o teto salarial ao principal servidor subirá de R$ 2 mil para R$ 4 mil. Estas medidas são parte do pagamento das promessas feitas ao ‘‘baixo clero’’ pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), durante a campanha pelo cargo.
O aumento da verba de gabinete deverá representar um acréscimo de R$ 5,13 milhões aos gastos da Câmara. Atende ao choro dos que pedem maiores salários - hoje de R$ 8 mil -, mas encontra pela frente as barreiras da lei, e a dos que reclamam pela falta de condições de trabalho. Michel Temer dedicou boa parte de seu discurso de campanha dando garantias de que era sua intenção resolver o problema das verbas de gabinete.
Há sobre as mesas de Michel Temer e do diretor-geral da Câmara, Adelmar Sabino, documentos de todos os tipos, mostrando que os deputados federais recebem menos verbas de gabinetes do que a maioria dos deputados estaduais. A Câmara Legislativa de Brasília, por exemplo, destina R$ 29 mil a cada um dos 24 gabinetes. A Assembléia Legislativa do Rio paga mais: R$ 34 mil. Os deputados Agnaldo Timóteo e Wilson Leite Passos, os dois do PPB, renunciaram aos cargos, em Brasília, e optaram pela vaga de vereador, no Rio, para ganhar mais.
Ainda como promessa de campanha, a Câmara vai pôr no ar um programa de televisão diário de seis horas, que será transmitido pela TV Nacional, pertencente à Empresa Brasileira de Radiodifusão (Radiobrás), presidida pelo ex-deputado Maurílio Ferreira Lima. Durante as seis horas a Câmara vai divulgar as atividades dos deputados no plenário, nas comissões e em trabalhos externos. O Senado já tem uma rede de TV, mas é própria e é transmitida pelo sistema a cabo. De acordo com Adelmar Sabino, o sistema de televisão da Câmara vai custar de R$ 400 mil a R$ 500 mil, porque não terá geradora própria.

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