Brasília - O presidente licenciado do PMDB, Michel Temer (SP), minimizou ontem as ações judiciais de integrantes do partido contrários à realização da convenção da legenda que vai reelegê-lo para o comando peemedebista no sábado. Temer disse que tem o apoio de ''mais de 90% do partido'' e elogiou a decisão da Justiça de manter a convenção no sábado.
''Simplesmente não teve sucesso, foram duas ações na esperança de que, se uma negasse, a outra fosse concedida, e foram negadas conforme fundamentos, mostrando o acerto da posição que foi tomada pela Comissão Executiva Nacional designando a data dia 6 de fevereiro'', afirmou.
Temer disse que o PMDB vai seguir ''unidíssimo'' na convenção para a escolha do novo presidente do partido. ''Vamos fazer uma convenção muito tranquila, com uma unidade quase absoluta, mais de 90% do partido, de modo que vamos ter muito sucesso, espero, e muita tranquilidade'', afirmou.
A Executiva Nacional do PMDB decidiu antecipar a convenção de 10 de março para o dia 6 de fevereiro com o objetivo de acelerar a vitória de Temer para o comando da legenda. A cúpula do partido quer fortalecer o seu nome para que seja indicado à vice-presidência da República na chapa da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto.
O grupo, ligado ao ex-governador Orestes Quércia (PMDB-SP), promete continuar tentando embargar a convenção para impedir que ocorra no sábado. O grupo é contra a aliança nacional do PMDB com o PT, por isso quer ganhar tempo para discutir a tese da candidatura própria dentro da legenda.
O argumento formal do grupo, porém, é o de que não foram incluídos na chapa única, encabeçada por Temer, que vai disputar o comando do PMDB no sábado. A ala peemedebista reivindica assentos na Executiva Nacional para tentar impedir que o partido firme a aliança com o PT.
O comando do PMDB, liderado por Temer, sustenta que a convenção não vai discutir a aliança do PMDB com o PT, mas apenas eleger a nova Executiva Nacional da legenda.
Recurso
Dois juízes de Brasília negaram o pedido do grupo do PMDB contrário à aliança nacional do partido com o PT. Com isso, a data ainda está mantida para este sábado, mas o partido pode entrar com mais recursos.
A cúpula do PMDB articula a apresentação de chapa única liderada por Temer, mas o grupo contrário à união com o PT queria melar a convenção caso não fosse incluído na chapa de Temer.
O PMDB do Paraná e de São Paulo apoia, em sua maioria, a indicação do governador do Estado, Roberto Requião (PMDB), como pré-candidato do PMDB à Presidência da República. O comando do partido, porém, já fechou um pré-acordo com o PT para apoiar a ministra Dilma nas eleições de outubro - consolidando a aliança nacional com o PT.
Em dezembro, Requião lançou sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto. O governador do Paraná conquistou o apoio do PMDB de São Paulo, contrário à aliança nacional do partido com o PT.
Requião afirma que a sua candidatura é apoiada por representantes de 15 diretórios municipais do partido. De acordo com o governador, desde 1994, com Orestes Quércia, o PMDB não tem candidatura própria à Presidência.

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