Temer diz que não vai tolerar as insinuações
Agência Estado
Na segunda entrevista que concedeu em São Paulo ontem à noite, para rebater as críticas do presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), disse que o ex-governador baiano deveria cuidar do Angelo Calmon de Sá - numa insinuação às relações próximas de ACM com o ex-dono do Banco Econômico.
Ele não tem moral pra falar de mim. Ele devia cuidar do Angelo Calmon de Sá. Acho que é isso que ele deveria fazer, disse Michel Temer, em entrevista concedida na Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. Eu não vou tolerar que haja qualquer insinuação de natureza moral, ressaltou o presidente da Câmara, acusado por ACM de defender interesses na área do Porto de Santos.
Sobre a acusação de trabalhar contra a CPI do Judiciário, patrocinada por ACM, Temer declarou: Agora o que se quer, na verdade, é impedir uma justiça para os pobres, que é a Justiça do Trabalho, é isso o que ele quer. O que ele quer é colocar de joelhos o Poder Judiciário e a OAB, isto é intolerável numa democracia. Agora, jamais falei da CPI. Quando a reforma do Judiciário chegar no Senado, ele se pronuncia. Aqui na Câmara quem vai decidir são os deputados.
Ontem, durante contra-ataque, o presidente do Senado desqualificou politicamente o presidente da Câmara e afirmou que ele deve sua eleição à presidência da Câmara a seu filho, o deputado Luís Eduardo Magalhães, que morreu em abril do ano passado. Temer sucedeu a Luís Eduardo na presidência da Casa. Ele, no entanto, só respondeu com a inveja, porque não conseguiu até hoje êxito igual ao de Luís Eduardo.





