Brasília - O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), defendeu a PEC (proposta de emenda constitucional) aprovada ontem pelo Senado que aumenta o número de deputados federais - com vagas que serão preenchidas pelo voto de brasileiros que vivem no exterior. O número de novos deputados deverá ser definido em projeto de lei complementar.
Temer classificou a proposta de ''razoável'' ao afirmar que não vai trazer prejuízos aos cofres públicos. ''Estou imaginando que sejam pouquíssimos representantes em face da significação dessa representação. Se for um pequeno número (de deputados), deve ser o mínimo para fazer essa interlocução. Eu não creio que seja oneroso para os cofres públicos'', afirmou.
Temer disse que a Câmara vai analisar a PEC detalhadamente, mas não considera a proposta inadequada em meio à crise econômica. ''Eu acho uma coisa útil porque é a representação de quem está mais vinculado à atuação e aos sentimentos dos que estão fora do país. Nós temos hoje, por exemplo, o parlamento do Mercosul, que representa o sentimento dos países integrantes do bloco'', disse.
De acordo com os termos a PEC, os novos congressistas serão eleitos por brasileiros que vivem no exterior. Atualmente, os residentes fora do país só podem votar para presidente da República.
A medida poderá resultar em mais gastos para a União. Atualmente, os orçamentos da Câmara e do Senado somam R$ 5,9 bilhões para manter a estrutura que atende a 594 congressistas (513 deputados e 81 senadores). A proposta ainda tem de ser votada mais uma vez no Senado e outras duas pela Câmara para ser aprovada em definitivo.
Vereadores
Na terça-feira, a Comissão de Constituição e Justiça Câmara aprovou o parecer do deputado Flávio Dino (PC do B-MA) a favor da promulgação da PEC que elevou em 7.343 o número de vereadores sem a redução de gastos das câmaras municipais. A decisão ainda precisa ser votado pelo plenário da Casa.

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