Brasília - Favorito na disputa pela presidência da Câmara, o deputado Michel Temer (PMDB-SP), vai protocolar na Secretaria Geral da Mesa da Casa o documento que oficializa o apoio do bloco de 14 partidos políticos em favor da sua candidatura. A decisão foi tomada ontem depois de cerca de duas horas de reunião, realizada hoje, com os líderes das legendas. Com isso o peemedebista espera reduzir as especulações sobre eventuais traições ao acordo firmado em seu favor.
Participaram da reunião, na casa de Temer, os líderes do PMDB, PSDB, PT, DEM, PR, PDT, PTB, PV, PPS, PSC, PHS, PT do B, PTC e PRB.
A reportagem apurou que durante a conversa, todos os líderes se manifestaram e reafirmaram o apoio a Temer. Pela contabilidade do peemedebista, há pelo menos 300 votos a seu favor.
Para ser eleito em primeiro turno na próxima segunda-feira, Temer precisa ter, no mínimo, 257 votos. Do contrário, haverá segundo turno, quando o vitorioso só precisa obter a maioria dos votos dos deputados presentes em plenário.
A reportagem apurou ainda que para evitar riscos de falhas na contabilidade, Temer conversou separadamente com cada líder partidário. Em um dos diálogos, o líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), disse que dos 78 deputados da sua bancada, no máximo cinco ameaçam romper o acordo de apoio ao peemedebista.
Há dissidências ainda no PDT, pois alguns dos deputados do partido são favoráveis ao nome de Aldo Rabelo (PC do B-SP).
Para mostrar a unidade do bloco, os partidos divulgaram nota oficial ontem na qual reafirmam o apoio a Temer. ''Os partidos e líderes reafirmam compromisso com as candidaturas indicadas pelos partidos políticos para a formação da chapa, que tem como candidato a presidente Michel Temer'', diz a nota.

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