Temer confirma prévias do PMDB para domingo
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segunda-feira, 13 de março de 2006
Christiane Samarco<br> Agência Estado 
Brasília - O presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), confirmou ontem a realização, no próximo domingo, das eleições prévias que irão escolher o candidato do partido a presidente. ''Acho dificílimo adiar, porque toda a base do partido está mobilizada em favor das prévias e esta é a fórmula para garantir a consulta'', afirmou Temer, certo de que a ofensiva dos governistas em favor do adiamento será mal sucedida, porque eles não têm maioria na executiva nacional do partido para mudar a data.
Enquanto a cúpula governista e simpatizantes de uma parceria com o PSDB mobilizavam-se para adiar a consulta na executiva nacional, Temer reunia os dois pré-candidatos na presidência do partido para criar mais um fato consumado em favor das prévias. O governador gaúcho Germano Rigotto e o ex-governador Anthony Garotinho (RJ) vieram a Brasília especialmente para decidir, por sorteio, qual dos dois seria o primeiro nome na cédula de votação das prévias. Ao menos na cédula, Rigotto sairá na frente. Temer indeferiu o pedido de registro do terceiro candidato Antonio Pedreira, porque nenhum diretório estadual do PMDB o apoiou.
Como o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda irá se manifestar sobre a vigência da verticalização das alianças nas eleições de outubro, os governistas querem que a executiva nacional do partido reavalie a data da consulta interna. Argumentam que não faz sentido escolher os candidatos antes de o tribunal decidir as regras do jogo, isto é, se serão ou não permitidas alianças nos Estados entre partidos adversários na disputa presidencial. Segundo Temer, no entanto, a reunião da executiva nem sequer foi marcada. Ele só convocará os dirigentes partidários para tratar de prévias se os governistas obtiverem o apoio da maioria do colegiado.
''Verifico a dificuldade de obtenção das nove assinaturas necessárias'', resumiu o presidente do partido, referindo-se à articulação dos governistas para derrubar as prévias. Como a executiva tem 16 representantes, só fará sentido convocá-la para mudar a data se houver maioria para mudar a decisão anterior.
''Eu não acredito nesta violência do adiamento'', disse Rigotto, ao advertir que, por trás desta ofensiva está a tentativa de inviabilizar a candidatura própria do PMDB. ''Adiar a consulta é praticamente jogar para o espaço a candidatura e isso vai arranhar a imagem do PMDB nacionalmente'', argumentou o pré-candidato, que mantém seu nome na disputa em qualquer cenário. ''Se os governistas tivessem número para adiar, já teriam convocado a executiva'', emendou Garotinho, ao lembrar que os dois fecharam compromisso de apoio ao vencedor.


