O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), cedeu às pressões do presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), e decidiu marcar as eleições para a sua sucessão para o dia 14. Temer e o PMDB defendiam as eleições no dia 1º ou 2, sob a alegação de que a Constituição estabelece em dois anos o mandato dos presidentes da Câmara e do Senado, eleitos no início de fevereiro de 1998. Ontem, o presidente da Câmara voltou atrás e concordou com a data marcada por ACM. ‘‘É uma decisão política, mesmo que eu e o PMDB preferíssemos que as eleições fossem até o dia 7 de fevereiro’’, disse Temer.
Para o PMDB, interessa fazer as eleições na Câmara simultaneamente à do Senado. O partido tem um acordo com os tucanos para eleger o líder do PSDB, Aécio Neves (MG), na Câmara. Em contrapartida, o PSDB se comprometeu a votar no candidato do PMDB a presidente do Senado. As eleições das duas Casas no mesmo dia é a garantia para o PMDB de que o PSDB cumprirá o acordo, votando no candidato do partido ao Senado, provavelmente o presidente nacional da legenda e líder da sigla, Jader Barbalho (PA). ‘‘Não fui ainda comunicado pelo Temer sobre essa data, mas foi ele que considerou um absurdo não realizar eleição no início de fevereiro’’, reclamou Barbalho.
ACM afirmou que poderia fazer a eleição em qualquer dia de fevereiro. ‘‘Se eu quisesse, pelo regimento, poderia fazer as eleições no dia 17, 18, 19, 20 de fevereiro’’, disse. ACM contestou Temer de que a eleição teria de ser no início de fevereiro porque a Constituição estabelece em dois anos o mandato dos presidentes da Câmara e do Senado.

mockup