Temer assume: troca de ministros atrasa a Previdência
O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB), afirmou ontem, em Praia Grande, na Baixada Santista (SP), durante o 42º Congresso de Municípios, que a discussão sobre a reforma ministerial pode atrasar a votação da reforma da Previdência no Congresso. Essa é uma decisão do presidente e não dos partidos, considerou. Se começa a haver um clima de debate sobre a sucessão ministerial, isso repercute na Câmara e paralisa o andamento das discussões sobre as reformas constitucionais.
De acordo com Temer, ainda é preciso votar mais de 20 pontos da reforma previdenciária. É uma reforma complicada, que precisa de muitos ajustes e acordos entre os partidos, observou. Como a Câmara é uma casa política, essa discussão sobre ministérios atrapalha as conversas partidárias e dificulta os acordos.
Apesar disso, Temer confirmou que vai conversar com o presidente Fernando Henrique Cardoso na próxima semana sobre a substituição do ministro da Justiça, Íris Rezende, e a participação do partido na campanha presidencial. Se o presidente nos solicitar, poderemos indicar um substituto, com perfil técnico e político, explicou. Temer confirmou que o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, e o secretário de Políticas Regionais, Fernando Catão, deverão permanecer nos cargos. (AE)





