Brasília - No primeiro dia do ano com atividades no Congresso, o PDT surpreendeu ao expor que negocia o apoio à candidatura de Michel Temer (PMDB-SP) para a Presidência da Câmara. A atitude pode causar um racha no bloquinho (formado por PC do B, PDT, PSB, PMN e PRB), pondo em risco o futuro da aliança política.
Ontem, em campanha no Salão Verde da Câmara, Temer disse já ter conversado com dirigentes do PDT e que o partido está próximo de romper o apoio à candidatura de Aldo Rebelo (PC do B-SP) para apoiá-lo.
''É muito provável que o PDT venha conosco. O ministro Carlos Lupi (do Trabalho e presidente afastado da sigla) disse que há uma tendência de o PDT apoiar a minha candidatura, mas vamos esperar o apoio formal.''
A possível mudança de candidato acontece devido à insatisfação de pedetistas com o tratamento recebido dentro do bloquinho. Dos 25 deputados da bancada, pelo menos 20 acham que o PDT está sendo colocado de lado e se manifestaram favoráveis a Temer, disse à reportagem um dirigente pedetista.
Caso o PDT confirme apoio a Temer, o deputado contará com 12 partidos do seu lado. Já oficializaram apoio o PMDB, PT, PSDB, DEM, PPS, PTB, PR, PV, PSC, PHS e PMN.

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