Carla Franco
Agência Estado
De São Paulo
O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), definiu como ‘‘apoio crítico, mas construtivo’’, o papel de seu partido no governo do presidente Fernando Henrique. ‘‘O PMDB vem apoiando o governo, mas, como é natural, tem o seu caminho próprio’’, afirmou Temer, que esteve no início da tarde de ontem no velório do diretor-presidente da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, João Saad, na Assembléia Legislativa de São Paulo.
Segundo o deputado, o PMDB vai apoiar as teses que interessam ao País. ‘‘Na reforma econômica, na reforma da previdência e na administrativa, o PMDB fez muitas modificações em benefício do País’’, argumentou. Para Temer, apesar de algumas correntes de seu partido defenderem que a agremiação se afaste de FHC, a legenda continua unida.
Temer disse ainda que o PMDB terá candidato próprio nas eleições em São Paulo no próximo ano e pretende exercer um papel ‘‘muito significativo’’ no pleito. ‘‘Ainda estamos buscando nomes’’, afirmou. Entre os possíveis candidatos estão o deputado federal Ricardo Izar, o deputado estadual Farias Júnior e a deputada estadual Rose Correia. Mas Temer admitiu que o partido também pode fazer uma coligação, na qual tenha participação expressiva e nesse sentido não descartou a possibilidade de uma aliança com o PSB de Luiza Erundina.
Dezenas de autoridades e personalidades estiveram ontem no velório de João Saad, que morreu anteontem, aos 80 anos, em São Paulo, vítima de câncer. Entre as autoridades estavam o vice-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin; o ex-governador Laudo Natel; o presidente da Assembléia Legislativa, Vanderlei Macris; o governador do Paraná, Jaime Lerner.
O governador Mário Covas e o prefeito Celso Pitta estiveram no velório na noite de domingo. O corpo de João Saad deixou a Assembléia Legislativa por volta de 15h30 horas e seguiu para o Crematório de Vila Alpina.

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