BRASÍLIA - O líder do PMDB e candidato do Planalto à presidência da Câmara, Michel Temer (SP), defendeu a aliança com o governo, um dia depois de o presidente Fernando Henrique ter chamado o presidente do Congresso, José Sarney (PMDB), e os integrantes da cúpula do partido ao Palácio do Planalto, para lhes dar um grande pito e exigir coerência. ‘‘Quero registrar que o PMDB é um partido que faz parte da base de sustentação do governo’’, disse Temer.
‘‘Formou-se uma aliança desde o início do governo e a ética política recomenda que se um partido faz parte da base de sustentação, esta deve ser a sua conduta.’’ Temer passou toda a tarde e noite de segunda e manhã e tarde de ontem tentando convencer os seis peemedebistas da comissão especial a votar favoravelmente à emenda da reeleição.
Os partidos de oposição também se solidarizaram com os peemedebistas. O deputado José Genoíno (PT-SP) disse que desde a disputa entre os candidatos a presidente da Câmara Nelson Marchezan e Djalma Marinho, durante o governo militar, não se via algo semelhante ao que ocorreu na segunda-feira à tarde: o presidente do Congresso, José Sarney e os principais líderes do PMDB, perfilados, ouvindo um ‘‘carão’’ do presidente da República.

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