Temer afirma ser preciso pacificar o País
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quarta-feira, 10 de maio de 2017
Carla Araújo e Leonencio Nossa<br>Agência Estado 
Brasília - Em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (10), o presidente Michel Temer afirmou ser preciso "pacificar e ter mais tranquilidade no País". A declaração ocorreu no mesmo dia em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi ouvido em Curitiba sob forte esquema de segurança e em meio a manifestações nas ruas. "O País não pode ficar nesse embate de brasileiro contra brasileiro", afirmou. "É preciso eliminar uma certa raivosidade que muitas vezes permeia a consciência nacional. Precisamos ter paz e tranquilidade e saber que nada vai impedir que o Brasil continue a trabalhar."
Mais cedo, durante um café da manhã com parlamentares da bancada paulista no Palácio do Jaburu, Temer afirmou que o destino levou-o à Presidência. "Veja o que é o destino. O destino me levou para vice e agora me trouxe aqui. Deus me trouxe aqui na Presidência, num momento complicadíssimo. Porque não é só a complicação da recessão. Mas também politicamente complicado, com vários fatores que todos conhecemos. E estamos caminhando", afirmou aos parlamentares.
Na reunião, ele também disse aos parlamentares que eles não serão prejudicados nas eleições por causa da aprovação das reformas. "É que neste ano ainda há umas certas incompreensões. Vocês verão como, no começo do ano que vem haverá compreensão do que foi feito neste período, e daí, todos desfrutarão", disse.
FATOS HISTÓRICOS
O presidente Michel Temer também aproveitou a abertura de uma exposição de documentos históricos, na tarde desta quarta-feira, para pedir mais entendimento. "É importante rememorar os fatos da história brasileira, porque eles nos mobilizam", disse. "Estamos nos pautando pelo passado, desde os primeiros instantes se buscou o progresso e o desenvolvimento e, mais ainda, uma pacificação e uma cordialidade extraordinária entre todos os brasileiros", completou. "Sem embargo de uma ou outra divergência, a história brasileira sempre nos revela essa tentativa de aliança e união, uma solidariedade e uma fraternidade." Durante o rápido discurso, ao lado de Temer estavam os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretária Geral da Presidência), citados, como Lula, nas delações prestadas à Operação Lava Jato.
Temer relatou que, após "verificar" e "cinematografar" os documentos expostos no Salão Oeste do Planalto, sentiu como se estivesse, na verdade, ao lado de figuras históricas como a princesa Isabel, que assinou a Lei Áurea, um dos papéis à disposição do público. Temer afirmou que é preciso recorrer ao passado para buscar soluções dos problemas atuais e estimou melhoria especialmente na área econômica. "A economia do Brasil deve crescer, prosperar, com o apoio dos brasileiros", disse.


