São Paulo O deputado federal e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, disse que a votação para o restabelecimento do salário mínimo em R$ 260 na Câmara será ''mais difícil'' do que na primeira sessão.
Na última quinta-feira, os senadores impuseram derrota ao governo Luiz Inácio Lula da Silva e aprovaram por 44 votos a 31 o destaque do PFL à medida provisória do salário mínimo elevando o valor de R$ 260 para R$ 275. Três senadores do PT e 5 dos 22 do PMDB, maior partido aliado, votaram contra o governo.
''Eu não acho que vá ser fácil. Acho que na Câmara haverá mais dificuldade do que na primeira votação'', declarou Temer, que já foi presidente da Câmara durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e votou contra os R$ 260 do governo.
Cabe agora à Câmara manter os R$ 275 aprovados pelo Senado ou recompor os R$ 260 propostos pelo governo. Pelo regimento, cabe à Câmara a última votação da matéria, já que ela foi modificada no Senado. Na hipótese de a Câmara aprovar os R$ 275, Lula deve vetar o valor. Com isso, o valor do mínimo voltaria aos R$ 240 que vigoravam antes do aumento determinado pelo governo. A tendência, porém, é que nesse caso Lula edite nova MP definindo novo valor para o mínimo.

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