Com um formato diferenciado dos debates que vêm sendo realizados até agora na TV, o de ontem na Rádio Paiquerê AM, com a presença de jornalistas convidados e da própria emissora perguntando para os candidatos a prefeito de Londrina, possibilitou que temas como corrupção, coligações políticas e ''troca de favores'' com o legislativo ganhassem destaque.
Ao comentar sobre as ligações de Marcelo Belinati (PP), o candidato Luiz Eduardo Cheida (PMDB) disse que ''o Marcelo ou é muito inocente ou está fazendo o jogo'' em relação à presença, na coligação, do secretário licenciado de Indústria e Comércio do Estado, Ricardo Barros, que estaria com ''um olho em Maringá e o outro em Londrina''. Barros é líder do PP no Estado e investigado pelo Ministério Público (MP). Marcelo negou a inocência e preferiu evitar o ataque, exaltando sempre o seu histórico como vereador, ''que nunca respondeu a nenhum processo'' e que terá o ''compromisso com Londrina''.
Ao ser questionado por jornalistas sobre a ''candidatura temerária'', pois, mesmo autorizado a disputar, poderia não assumir o Executivo por ter sido cassado pela Câmara, Barbosa Neto (PDT) afirmou que a sua condição é ''totalmente diferente da situação do Belinati'', que não pôde assumir em 2009. ''Fui cassado porque não fiz acordo com esses 13 vereadores'', mostrando documentos que segundo ele garantiriam a posse.
Márcia Lopes (PT) ressaltou em alguns momentos a sua ligação com o governo federal e lembrou da dificuldade do PT, quando assumiu a prefeitura depois de Antonio Belinati. Ela falou que a sua prioridade é a saúde ''vamos retomar o Programa Saúde na Família''.
O candidato do PSD, Alexandre Kireeff, que nunca ocupou um cargo eletivo, embora já tenha se candidatado, negou que queira usar a prefeitura como trampolim político para as eleições gerais em 2014. ''É um compromisso que assumo e vamos até o fim'', disse, caso seja eleito. Nas considerações finais, Valmor Venturini (PSOL) aproveitou para disparar contra os concorrentes, considerando as ligações de cada um. ''Não vemos o tio Bila, o André Vargas, o Nedson, o Hauly no horário eleitoral''.

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