Uma bandeira do governo e do PSDB, a reforma administrativa – com temas como a estabilidade do servidor e o combate ao corporativismo dos funcionários – deixou de ser tabu para o PT, embora com adaptações ao ‘‘modo petista de governar’’: querem fortalecer o Estado, não dimininuí-lo. Prefeitos eleitos pelo partido este ano admitiram ontem, último dia da Conferência Nacional de Prefeitos e Vice-Prefeitos da legenda, a necessidade de reformar profundamente as máquinas que vão governar a partir de 1º de janeiro. Mesmo a demissão de funcionários já não é mais vista como uma impossibilidade.
O prefeito eleito de Aracaju, Marcelo Déda, disse que, assim que assumir, fará um recadastramento dos cerca de 9,7 mil funcionários municipais. Por enquanto, ele descartou demissões. ‘‘Mas o servidor que não se adequar ao padrão de funcionamento da máquina, naturalmente, tem de ser punido’’, afirmou. (A.E.)

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