Outro tema que acirrou o debate entre os dois candidatos ao governo foi a segurança pública. Irônico, Requião disse que Alvaro que tem prometido tolerância zero contra o crime organizado ''não tem condições'' de combater a corrupção. O senador, que está proibido pela Justiça de fazer qualquer vinculação entre o ex-delegado geral da Polícia Civil João Ricardo Képpes Noronha com a CPI Nacional do Narcotráfico, disse que Alvaro tem o apoio de Noronha e de outros delegados alvos da CPI, do deputado federal José Janene (PPB) e do candidato derrotado ao Senado, Tony Garcia (PPB). ''Como falar em limpeza da polícia civil, em tolerância zero, com parceiros como esses.''
Alvaro rebateu dizendo que esse tipo de discussão não era de interesse da população. Numa alusão a Requião, o candidato do PDT ao governo citou peemedebistas que, no seu entendimento, não têm crédito. Lembrou do senador afastado Luiz Estevão; de Jader Barbalho, acusado de desvio de verbas; e do ex-governador de São Paulo Orestes Quércia, de quem Requião já foi inimigo. ''Temos que deixar a imaturidade e começar a discutir propostas'', salientou Alvaro. O debate, com transmissão para todo o estado, teve duração de duas horas. (L.P.)

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