Tema da privatização se repete
Curitiba - O tema da privatização tem aparecido com frequência nos discursos dos candidatos. Ontem, na Fiep, não foi diferente. Osmar lembrou que o Estado só recentemente voltou a poder contrair empréstimos, por conta do fim da multa do Banestado: ''A privatização do Banestado deixou uma marca profunda, inviabilizou investimentos''. Já Beto voltou a afirmar que a privatização de empresas públicas não é sua bandeira, ao contrário do que estariam dizendo seus adversários. ''Isso não cola'', disse o tucano, destacando seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto. ''Defendo as empresas públicas, mas sem interferência política, sem dogmas ideológicos do século 19'', cutucou ele.
Uma mudança administrativa dominou o discurso do tucano. Ele novamente falou sobre a ideia de adotar o ''contrato de gestão'', ferramenta usada na iniciativa privada. ''O secretário que não atingir a meta, sabe que será desligado'', disse ele. Já o pedetista falou principalmente em descentralizar a economia do Estado, lembrando que 10 municípios concentrariam 60% do PIB industrial. ''O Estado será um indutor de projetos regionais'', disse Osmar, ressaltando a ''estagnação'' do Norte Pioneiro.
Piso estadual
Os candidatos também foram questionados sobre o salário mínimo regional, cujo último índice de reajuste foi alvo de crítica da própria Fiep. Afinado com o PMDB de Requião, Osmar ressaltou que ''não se pode recuar em direitos concedidos a trabalhadores''. ''E é bom para o empresário porque aumenta a faixa de consumo'', disse ele. Já Beto foi mais cauteloso: ''Diálogo é o meu forte. Nós vamos chamar todos para encontrar um índice que favoreça os trabalhadores, mas que não penalize a classe empresarial''. (C.S.)





