'Tem gente passando necessidades'
Cerca de 70 trabalhadores se reuniram, ontem, na frente do Fórum para acompanhar a reunião e protestar pelo pagamento dos salários. A enfermeira Karina Cordeiro, que era funcionária de um dos intitutos, se mostrou revoltada com a solução apresentada pelas autoridades. ''O salário, segundo a empresa já tinha sido liberado pela prefeitura, já está na conta. E o que era pedido para o interventor era pra liberar esse dinheiro. As pessoas querem e precisam do salário. A recisão até pode esperar os 15 dias, mas tem gente passando necessidades'', afirmou.
A enfermeira disse que está dentro do quadro de funcionários que foram convidados a retornar aos postos de trabalho, em razão da situação de emergência decretada pela Prefeitura no início do mês. No entanto ela afirma que até agora, mesmo passados 10 dias após o retorno ao seu trabalho, ainda não foi procurada para assinar o contrato de prestação de serviço com o município. ''E não sou só eu. Ninguém ainda assinou o contrato. A tendência é que a gente paralise o serviço se nenhuma atitude for tomada. Quem vai se responsabilizar por nós?''
A delegada regional do Sindicato dos Agentes da Saúde (Sindacs) do Paraná, Márcia Kitano, disse que esperava mais agilidade na resolução dos problemas. ''Como perante a lei houve essa divergência de legitimação, até que houve uma resposta a contento, mas não a ideal'', afirmou. (V.Z.)





