Telefonia deu um salto com privatização
Há pouco mais de 20 anos, era natural culpar o monopólio estatal pelo inferno que o modelo de telefonia impunha à vida cotidiana dos brasileiros. Pouco antes da privatização das teles, em 1994, uma linha telefônica custava até US$ 10 mil em São Paulo e o usuário esperava até quatro anos por ela. A demanda represada era de 20 milhões de linhas. O mercado paralelo de telefones explodiu.
No início dos anos 80, o modelo estatal dava sinais de esgotamento - a Telebrás não tinha capacidade de investimento para atender à demanda. O Fundo Nacional de Telecomunicações, de 1967, sofria seguidos confiscos do governo para cobrir déficits do Tesouro.
No começo de 1995, o modelo estava estrangulado. As privatizações foram bem-vindas porque supriam um modelo falido. Traziam a promessa de modernizar o modelo de telefonia. A privatização deu respostas rápidas: em 1990, o Brasil tinha 667 telefones celulares; devagar, o número chegou a 1,4 milhão em 1995. Mas, depois da privatização, foi aos saltos: 34,8 milhões de aparelhos em 2002 até os quase 120 milhões atuais. (AE)





