SÃO PAULO - A Telecom Itália, alvo de investigação da Kroll Associates, estuda medidas judiciais cabíveis frente às acusações levantadas contra ela no relatório da empresa de investigação, uma das maiores do mundo. ''Recebemos uma cópia do documento e o encaminhamos à Polícia Federal na sexta-feira. Confiamos nas investigações da PF e vamos estudar medidas legais cabíveis'', disse Eduardo Octaviano, diretor de comunicação corporativa da Telecom Itália.
A Brasil Telecom informou, por meio de sua assessoria, ter contratado a Kroll, empresa internacional que presta consultoria investigativa, com o objetivo de ajudar a esclarecer o superfaturamento decorrente da aquisição da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT), apurar as perdas causados pela Telecom Itália.
A Telecom Itália diz que o caso da CRT já foi apreciado na Justiça e arquivado pela Procuradoria da República. Segundo o procurador José Alfredo de Paula Silva, que determinou o arquivamento da representação, ''o inquérito administrativo aberto carece de mínimo fundamento, trata-se de disputa entre sócios a ser resolvida pela Justiça Comum em ações que se desenvolvem há mais de dois anos''. A CRT foi vendida pela Telefônica à Brasil Telecom em 2000, em meio a denúncias de superfaturamento que teria prejudicado os acionistas minoritários da Brasil Telecom.
Em nota divulgada ontem, a Kroll disse ''desconhecer a procedência do material que deu origem à citada reportagem da ''Folha de S.Paulo''. Segundo a empresa, ''é de se supor que que várias peças reproduzidas pelo jornal foram adulteradas.''

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