O presidente da Sanepar, Carlos Afonso Teixeira de Freitas, negou ontem, em Curitiba, que a empresa esteja sendo preparada para a privatização. Segundo ele, a proposta que tramita na Assembléia prevê apenas a autorização de ‘‘ampliação de projeto’’, que possibilitaria à Sanepar atuar fora das áreas de exploração de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto, como determina a legislação atual.
A informação contraria o que o próprio presidente da empresa de saneamento havia declarado no início deste mês. Na época, Teixeira afirmou que a privatização poderia acontecer, mas, diferente da Copel, teria um processo de venda mais lento. Ontem, o secretário do Governo, José Cid Campêlo Filho, confirmou que o projeto que está tramitando na AL pede somente a ampliação do trabalho da Sanepar.
Teixeira diz que a informação deque a empresa seria vendida é resultado de ‘‘informações desencontradas’’, já que o projeto chegou à AL depois que o governador Jaime Lerner anunciou, durante o trabalho de ajuste fiscal e reforma administrativa, a privatização do Banestado, da Copel e, futuramente, da Sanepar. ‘‘Hoje, o governo do Estado não tem a intenção de vender a Sanepar. Se tivesse, o projeto que está na AL teria outro texto’’, afirma.
Teixeira explica que a Sanepar está estudando atualmente dois projetos que dependem da autorização dos deputados para que sejam implantados. O primeiro é de abastecimento de água para uma termoelétrica e outro para fornecimento de água para refrigeração, usada no setor industrial e solicitada pela Companhia Siderúrgica Nacional.
O presidente da empresa diz que a venda, em maio, de 39,7% das ações ordinárias da empresa para o consórcio formado pelas empresas Andrade Gutierrez, Banco Opportunity, Copel e pela Vivendi - grupo francês que atua na área de saneamento, transporte e comunicação - não significou um processo de privatização. A medida, segundo ele, só foi adotada para aumentar a produtividade com a introdução de um sócio privado que pode ajudar a agilizar os trabalhos.
O consórcio da Sanepar ingressou há dois meses na empresa. Atualmente, segundo Teixeira, os técnicos estão fazendo uma avaliação, para depois definir e negociar metas. A previsão é que o levantamento esteja concluído até a semana que vem. Isso possibilita que a direção da Sanepar e o consórcio façam sua primeira reunião até o início de janeiro de 1999.José Cid Campêlo confirmou que o projeto é só para ampliar serviçosAdriana Ribeiro

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