Curitiba - O presidente estadual do PRTB, Marino Teixeira, disse ontem em entrevista à FOLHA que identificou ''vários ex-candidatos'' na gravação que teria provocado a exoneração de Manassés Oliveira da Prefeitura de Curitiba, na última quinta-feira.
Teixeira, que na campanha eleitoral do ano passado defendeu a aliança da sua sigla com o PTB, refere-se a pessoas que se registraram para a disputa por uma vaga de vereador na capital pelo PRTB, mas que depois desistiram do pleito alegando que não aprovavam a união com os petebistas. Os dissidentes do PRTB, liderados por Manassés, criaram então um grupo de apoio ao prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), candidato à reeleição.
A Prefeitura de Curitiba confirma que a exoneração de Manassés do comando da Secretaria de Assuntos Metropolitanos tem ligação com a gravação. Teixeira afirmou que viu trechos da gravação no início da semana e que o material traria Manassés Oliveira, Raul D'Araujo Santos e Alexandre Gardolinski, os dois últimos também exonerados do Executivo, ''entregando dinheiro'' a ex-candidatos do PRTB. ''A maioria dos que desistiram da eleição aparece na fita, ganhando R$ 2 mil, por aí, e às vezes assinando recibos de R$ 5 mil.''
Ontem, a assessoria de imprensa de Manassés informou que ele não teve acesso à gravação e que deve se manifestar na segunda-feira. Os outros dois exonerados não foram encontrados pela FOLHA.
Teixeira disse ainda que em 2008 os candidatos da sua legenda foram ''todos assediados'' pelo grupo dentro do PRTB afinado com o PSDB. Já os dissidentes o acusavam na época de falsificar a ata da convenção que definiu apoio ao PTB.

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