A escolha do nome de Wanda Engel para o cargo de secretária de Ação Social do governo FHC foi a principal influência da primeira-dama Ruth Cardoso sobre o primeiro escalão para o segundo mandato. ‘‘Acredito firmemente que a sugestão do meu nome foi de Dona Ruth’’, declarou a atual secretária de Desenvolvimento Social da prefeitura do Rio de Janeiro. Em meio às acirradas disputas políticas por pastas no novo ministério, a opção por uma técnica na área social prevaleceu por força da primeira-dama.
Wanda, que tem doutorado e mestrado em Educação, conhece Ruth desde 1994, quando iniciou trabalhos de integração de projetos sociais da prefeitura com o Comunidade Solidária, programa presidido pela primeira-dama. A educadora disse que, apesar de conhecer Ruth, ficou surpresa com a escolha, por não ter nenhuma ligação partidária.
Wanda não é filiada a nenhum partido político e trabalhou para governos do PDT, PFL e em parceria com o próprio PSDB. Ela destacou que ‘‘correu por fora nas disputas políticas’’. Para a educadora, a principal vantagem da secretaria é a garantia de que ela terá contato direto com o presidente Fernando Henrique Cardoso. ‘‘Este contato é fundamental para a articulação da ação do governo federal na área social’’, lembrou. Wanda foi convidada para o cargo pelo próprio presidente, que ligou, na quarta-feira, para o telefone celular da educadora.
A primeira medida que a educadora quer tomar quando tomar posse é garantir a regularidade dos repasses de recursos do governo federal para os municípios, que têm a responsabilidade com a política de assistência social e dependem deste dinheiro. Para ela, é fundamental assegurar que as verbas de cada mês cheguem aos municípios no mês certo e não dois ou três meses depois, como acontece com frequência.
Outra prioridade da educadora é promover um estudo sobre o custo de cada atendimento nos municípios. Segundo Wanda, os repasses são baseados nesse custo e, muitas vezes, estão subavaliados. Os municípios acabam recebendo menos do que deveriam.

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