Em meio a troca de elogios com a oposição, o presidente do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), decidiu ontem anular a votação que provocou manifestações iradas de deputados e que o levou a deixar o plenário sob xingamentos na última sessão do Congresso no dia 25 de setembro. Tebet, que foi xingado de ''fujão'', ''ladrão'', ''incompetente'', ''irresponsável'' e ouviu pedidos para que renunciasse, foi tratado ontem como congressista que teve ''atitude nobre'' com quem o agrediu verbalmente.
Líderes de oposição, em reunião com Tebet, com o presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), e com líderes governistas, reconheceram que se excederam nas palavras, pediram desculpas e disseram que a intenção não era atingir Tebet. ''Hoje eu me sinto eleito pelo Congresso'', disse Tebet. Constitucionalmente, o presidente do Senado preside as sessões do Congresso, que reúnem deputados e senadores para votar vetos presidenciais e projetos orçamentários.
O tumulto foi provocado porque Tebet descumpriu o regimento na votação que aprovou o Plano Plurianual de Investimentos (PPA). O projeto, alterado no plenário, deveria voltar à Comissão de Orçamento, responsável pela redação final, para posterior votação no plenário. Mas Tebet cortou essas etapas e declarou que o projeto ia à sanção de Fernando Henrique Cardoso.

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