Brasília - O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu auditoria na última sexta-feira para examinar todos os contratos da Caixa Econômica Federal (CEF) com a GTech, empresa que processa o sistema de loterias federal. O TCU deu-se um prazo de 30 dias para terminar o trabalho. O próprio tribunal, o Ministério Público Federal (MPF), a Caixa e o governo já examinam a relação entre o banco estatal e a empresa. Mas a auditoria aberta na sexta visa o rastreamento específico dos contratos, desde que foi assinado o primeiro, em 1997.
No ano passado, ao examinar um dos cinco processos que existem no TCU a respeito das relações entre a Caixa e a GTech, os ministros tiveram a curiosidade despertada por um aspecto técnico: ninguém no banco tinha a mínima noção de como funciona o sistema de transmissão de dados e de registro das loterias, totalmente entregue à empresa prestadora de serviços.
Com o escândalo envolvendo o ex-assessor parlamentar da Casa Civil Waldomiro Diniz, que teria algum tipo de influência na renovação dos contratos entre a Caixa e a Gtech, o TCU determinou então que uma nova auditoria nos contratos fosse feita a partir de sexta-feira.

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