TCU questiona CEF sobre contrato com a Gtech
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sexta-feira, 09 de setembro de 2005
Agência Estado 
Brasília - Mesmo depois de realizar as licitações que colocarão a Gtech fora da prestação de serviços na área de loterias no próximo ano, a Caixa Econômica Federal ainda não conseguiu se ver livre dos problemas causados no passado pela empresa multinacional. O Tribunal de Contas da União (TCU), em decisão da semana passada, questionou o contrato de consultoria, firmado pela Caixa com a Associação Brasileira dos Bancos Regionais e Estaduais (Asbace) para acompanhamento e precificação do contrato de prestação de serviços da Gtech.
O ministro-relator, Ubiratan Aguiar, determinou a realização de diligências e deu prazo de 15 dias para que a Caixa comprove que, efetivamente, os serviços contratados com a Asbace foram realizados. Na avaliação do ministro o contrato com a Asbace não deveria ter sido feito. Na sua opinião a Caixa se valeu da condição de instituição sem fins lucrativos da Asbace para fazer o contrato sem abrir processo licitatório. O mais grave, para Ubiratan Aguiar, é que logo em seguida houve subcontratação, pela Asbace, da empresa A.T. Kearney para a realização dos serviços cuja eficácia não pode ser comprovada pelo TCU. O contrato da Caixa com a Asbace foi feito em 1999.
Segundo o TCU, são fortes os indícios de que a contratação da segunda empresa foi inútil e seu objetivo não foi cumprido. ''As evidências do relatório indicam que esse segundo contrato, no valor de R$ 1,294 milhão pela Caixa não teve qualquer utilidade. Sequer se pode afirmar que os serviços nele previstos tenham sido de fato executados'', informou o relator.


