Brasília – O TCU (Tribunal de Contas da União) livrou nesta quarta (21) ex-dirigentes do Senado ligados ao MDB de julgamento por supostos desvios em contrato de terceirização. Por cinco votos a três, a corte decidiu que o processo que pede punições ao ex-senador e ex-primeiro secretário da Casa Efraim Morais (DEM-PB) e ao ex-diretor geral Agaciel Maia (PR-DF), hoje deputado distrital em Brasília, por superfaturamento de um contrato deve voltar à área de auditoria para nova avaliação.
A decisão foi tomada após o caso ficar quase cinco anos parado, sem apreciação. Não há prazo para que volte a ser analisado. A auditoria do TCU sobre o assunto foi concluída em novembro de 2012 e responsabiliza os dois ex-dirigentes pela contratação, a valores exorbitantes, de serviços terceirizados de auxiliar técnico de informática entre 2006 e 2009.
O relatório diz que os ex-dirigentes autorizaram a licitação e a contratação, apesar de alertados por técnicos da Casa sobre os preços altos. O prejuízo é de R$ 14 milhões (em valores da época).
O último parecer necessário ao julgamento ficou pronto em maio de 2013. Mas o caso só foi pautado agora, após o Ministério Público Federal cobrar o tribunal pela inércia.

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