TCU aprova contas da União, mas critica juros e privatização
O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou ontem ao Congresso Nacional que aprove as contas de 1997 do governo federal. Apesar de os nove ministros do TCU concordarem com a aprovação, foram feitas críticas ao ritmo das privatizações, às taxas de juros, à política fiscal e às medidas tomadas pelo governo contra a seca nos estados do Nordeste e o incêndio em Roraima.
Julgo questionável o modo como tem sido conduzido o processo de desestatização, com a venda das empresas em curto espaço de tempo, o que tem reduzido o preço mínimo de venda, além de dificultar a pulverização e a democratização do capital, ressaltou o ministro Bento José Bugarin. Informações do governo citadas em relatório do TCU demonstram que foram arrecadados R$ 9,5 bilhões com as privatizações em 97.
Bugarin também criticou a manutenção de altas taxas de juros pelo governo que inibem a retomada dos investimentos e contribuem para aumentar o desemprego. Relator do processo no TCU, o ministro Humberto Souto observou que em 97 deixaram de ser cumpridas duas metas da política fiscal: estabilizar a dívida pública líquida em torno de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) e estabelecer um superávit primário de 1,5% do PIB. (AE)





