Brasília - Relatório preliminar do Tribunal de Contas da União (TCU) entregue ontem à CPI dos Correios apontou irregularidades graves em 15 do total de 54 contratos, que estão sendo analisados por auditores do TCU, da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). As investigações indicam que o ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração dos Correios Maurício Marinho foi favorecido quando concedeu ao consórcio Alpha - constituído entre outras empresas pela NovaData, de Mauro Dutra, amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - uma ampliação de seu contrato no valor de R$ 3,4 milhões.
O contrato com o consórcio Alpha previa a aquisição de kits de informática, originalmente por R$ 113,6 milhões. Foi detectado ainda, neste contrato, a concessão indevida de reequilíbrio no valor de R$ 5,5 milhões. Entre os outros contratos sob suspeita, estão os firmados pelos Correios com a SMP&B, agência de publicidade de Marcos Valério Fernandes de Souza, e com a Skymaster. De acordo com o relatório, há indícios que o contrato dos Correios com a Skymaster, para o transporte de correios aéreo noturno, tenha sido superfaturado em R$ 53 milhões. As investigações feitas pelos auditores do TCU revelaram que, além do superfaturamento, a Skymaster fez negociações prévias à licitação, que caracterizariam ''fraude ao espírito da competição''.
Além da Skymaster e da SMP&B, o relatório do TCU também aponta indícios de superfaturamento nos contratos com as seguintes empresas: Unisys (licenças de software), BrT (correios eletrônico), Xerox (locação de copiadoras digitais), E-Commerce (consultoria de informática) e People Soft do Brasil (aquisição de software).

mockup