Brasília - O Tribunal de Contas da União (TCU) anunciou ontem a maior operação de combate à corrupção feita pelo órgão e escolheu como foco principal das investigações os gastos do governo com publicidade. A partir de hoje, uma equipe de cem auditores, num prazo de dois meses, fará uma varredura em contratos com fornecedores, envolvendo 27 instituições públicas, entre elas, seis bancos oficiais, estatais e até órgãos como o gabinete da Presidência da República.
''Vamos alcançar todos os órgãos públicos onde existem indícios de irregularidades na relação com fornecedores. A investigação será para valer e se aproveitará de procedimentos e dados que estão sendo disponibilizados pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Correios'', disse o presidente do TCU, ministro Adylson Motta.
Os auditores fiscalizarão os gastos da Caixa Econômica Federal (CEF), Bancos do Brasil, Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Popular e instituições regionais, como os Bancos da Amazônia S.A. (Basa) e do Nordeste.
Um dos detalhes que chamou a atenção dos técnicos do TCU está nos gastos do BB, que apresentou um aumento significativo de despesas na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a partir de 2003. Sem nenhum fenômeno que possa justificar mudanças no mercado publicitário ou na necessidade da instituição investir em propaganda, os gastos do BB saltaram de R$ 160 milhões em 2003 para R$ 280 milhões em 2004.
Foram incluídos na varredura contratos com fornecedores firmados pela Casa da Moeda, Petrobras, Braspetro, Transpetro, Furnas Centrais Elétricas, IRB-Brasil Re, Infraero, Correios, Eletronorte, Eletrobrás, Eletronuclear e os Ministérios da Justiça, Cultura, Trabalho, Esporte e Turismo.

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