TC vê erro em convênio UEL/Com-Tour
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sexta-feira, 04 de agosto de 2006
Fábio Cavazotti<br> Reportagem Local 
O Convênio de Cooperação Técnica e Cultural celebrado em junho de 2005 entre a UEL e o Shopping Com-Tour, visando manter uma sala de exibição de cinema não comercial em Londrina, terá que ser alterado para obter autorização de renovação. A exigência, ainda extra-oficial, foi feita por auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Representantes da Casa de Cultura e da reitoria da UEL não comentam abertamente o assunto, mas a reportagem da Folha apurou que o TC e a própria procuradoria jurídica da universidade consideram irregular o formato do convênio. ''Como há pagamento de aluguel, teria que ser um contrato de aluguel, e não um convênio de cooperação'', explicou a fonte. O custo operacional do cine-teatro chega a R$ 19.078 (R$ 10.307 de aluguel e R$ 8.770 de condomínio). As despesas são custeadas com a arrecadação da própria bilheteria.
Outra irregularidade apontada pelo TC é a ausência de um inventário do patrimônio da UEL levado para o cinema. ''Estamos fazendo um levantamento de tudo que está lá. Basicamente são os equipamentos de projeção dos filmes'', explica a atual diretora da Casa de Cultura, Maria do Socorro da Silva Seisert.
De acordo com ela, a universidade pretende renovar o contrato - assinado durante a gestão da ex-reitora Lygia Puppato e do ex-diretor da Casa de Cultura, Kennedy Piau. O interesse é confirmado pela assessoria de imprensa do novo reitor - Wilmar Sachetin Marçal. ''A UEL não pretende interromper um projeto que é bom e vai fazer as alterações necessárias para renovar o contrato'', afirmou à Folha. A Casa de Cultura mantém o cinema em funcionamento mesmo após o término do convênio, em 08/06/2006.
A secretária estadual de Ciência e Tecnologia, Lygia Puppato, que assinou o documento como reitora da UEL, foi procurada pela reportagem mas preferiu não se manifestar de imediato. ''Todos os procedimentos foram adotados sob orientação jurídica e não posso falar nada antes de ler os documentos. Tenho que ver isso com calma, não sou advogada'', alegou.
O proprietário do Shopping Com-Tour, Francisco Leite Chaves, mostrou interesse em renovar o contrato com a UEL. ''Podemos até ampliar o objeto para a universidade usar o teatro em outras atividades, como palestras e aulas magnas. A idéia de fazer um contrato de aluguel pode viabilizar isso'', afirmou. A assessoria de imprensa do TC informou que só poderá divulgar informações quando o assunto for levado ao plenário do tribunal.


