TC se preparou para apurar número maior de denúncias
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2004
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba O Tribunal de Contas (TC) do Paraná está preparado para apurar uma quantidade maior de denúncias contra prefeitos este ano. A afirmação é do presidente do TC, Henrique Naigeboren, que ontem foi reconduzido para mais um ano de mandato à frente do órgão. Naigeboren acredita que como 2004 é um ano eleitoral, o número de denúncias contra os administradores municipais irá aumentar.
''Devido à disputa política, o número de casos que os técnicos do TC têm que investigar aumenta muito em ano eleitoral. Porém, não vamos investigar denúncias anônimas que não venham acompanhadas de provas. O TC quer corrigir irregularidades, e não vamos servir como instrumento político para ninguém'', salientou.
O vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), que compareceu a cerimônia, também manifestou preocupação com o uso político do TC durante o período eleitoral. ''Apesar de sabermos que muitos conselheiros do órgão exerciam uma vida política antes de assumirem suas funções, o governo espera que o TC possa agir neste ano com a maior independência e imparcialidade'', ressaltou Pessuti. Além do próprio Naigeboren, que é cunhado de Jaime Lerner (PSB); o corregedor do TC, Heinz Herwig, e os conselheiros Rafael Iatauro e Fernando Augusto Mello Guimarães têm simpatia com o grupo político do ex-governador e do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL).
Naigeboren destacou o treinamento dado aos funcionários de prefeituras do interior e a informatização do órgão como os grandes avanços de seu primeiro ano de mandato. ''Desenvolvemos um analisador eletrônico de contas que agilizará o processo de julgamento das contas municipais. Para se ter uma idéia, as contas recebidas em março de 2003 ainda estão sendo verificadas pelos auditores, pois ainda não foi utilizado o analisador. Já as prestações de contas que devem ser entregues pelas prefeituras até março deste ano devem ser analisadas no máximo em dois meses, com o novo sistema'', afirmou.


