TC reprova contas de 2009 da Secretaria de Educação
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quarta-feira, 05 de dezembro de 2012
José Lazaro Jr. <br> Reportagem Local 
Curitiba - Foi julgada irregular a prestação de contas da Secretaria de Estado da Educação (Seed), do ano de 2009, durante a administração do então governador Roberto Requião (PMDB). Na época, a responsável pela pasta era Yvelise Arco-Verde, que assumiu o cargo em 2008, quando o irmão do ex-governador, Maurício Requião, deixou a Seed para assumir vaga no mesmo Tribunal de Contas (TC) do Estado que agora apontou falhas na gestão financeira da secretaria.
Maurício ficou apenas oito meses na condição de conselheiro, uma vez que foi impedido de continuar trabalhando por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e, depois, teve a indicação cassada pela Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. De 2008 a 2010, Yvelise permaneceu na Seed, deixando a pasta durante a curta administração de Orlando Pessuti (PMDB). Em relatório assinado pelo conselheiro Artagão de Mattos Leão, pai do deputado estadual Artagão Júnior (PMDB), foram apresentadas 71 irregularidades na prestação de contas da Seed.
Considerando o prazo para recurso, Yvelise tem até terça-feira da semana que vem para responder a reprovação de seu relatório de atividades. Lá constam, segundo os conselheiros que aprovaram de forma unânime o relatório de Artagão, erros na gestão de pessoal e do patrimônio, fracionamento de despesas, pagamentos sem comprovação e uso do cartão corporativo para bancar ajuda de custo em viagem ao exterior.
De acordo com o relatório, os problemas estão concentrados no terceiro quadrimestre de 2009, quando foram encontradas inconsistências nas conciliações bancárias e pagamentos sem comprovação fiscal ou cobertura contratual, além de falhas na fiscalização do Fundo Rotativo, por exemplo. Citada durante a fase de análise desses documentos, Yvelise não apresentou defesa ao Tribunal de Contas.
Da mesma forma, os conselheiros desconsideraram explicações dadas por Altevir Rocha de Andrade, que foi diretor-geral da Seed na gestão de Yvelise. Foi ele quem assumiu a condução da secretaria no final do governo Pessuti, em 2010, antes do governador eleito, Beto Richa (PSDB), nomear o tucano Flávio Arns para a função. Regimentalmente, alegou o TC, Altevir não pode responder por Yvelise no processo, uma vez que não era ele quem assinava as despesas.


